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sábado, 23 de janeiro de 2010

Povos agro-pastoris

No período Neolítico (idade do metal), a Ásia e a Europa sofreram grandes transformações climáticas: os glaciares recuaram para Norte porque a temperatura subiu, fazendo com que o clima se tornasse mais quente e seco.

Com esta mudança radical apareceram novos animais tais como o javali, veado, castor, lobo, esquilo... e também novas plantas.
A vida dos povos primitivos ficou facilitada com a descoberta da agricultura, que, também foi importante para a sedentarização do homem.
Semeavam cereais que quando estavam bons eram recolhidos para se alimentarem.
Com a sedentarização, o homem começou a construir os primeiros povoados. Os primeiros povoados eram aldeias com casas feitas de madeira ou pedra, dependendo dos materiais que tinham ali por perto.
Outras das actividades que também começaram a praticar foi a cestaria. Na cestaria faziam (fabricavam) cestos/as de paus ou galhos que depois serviam para transportar os cereais.
Também inventaram a tecelagem para fazer o seu vestuário e a cerâmica para fazerem vasos ou potes. Estes potes eram utilizados para transportar a água ou simplesmente para efeitar.
Como só a agricultura e alguma recolecção não chegava, também começaram a praticar a pastorícia, ou seja, a domesticar animais.
Foram domesticados o carneiro (9500 A.C.), a cabra (8500 A.C.), o porco (8000 A.C.), o boi (7500 A.C.) na Europa e no próximo Oriente; Na América domesticaram o lama (4300 A.C.) e o cavalo (3000 A.C.) na Ucrânia.
Para melhorar ainda mais as suas actividades, os povos agro-pastoris aperfeiçoaram os seus utensílios. Eles fizeram os seguintes instumentos: foice, enxada de pedra, mó manual, roda e outros.
Estes povos eram muito espertos e devido á sua esperteza descobriram a agricultura, daí a sílaba "agro" e também a pastorícia. Da pastorícia provém a sílaba "pastoris". E com estas duas sílabas se formou a palavra "agro-pastoris" que foi o nome usado pelos primeiros povos, que se não existissem era quase impossivel viver nos dias de hoje.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Povos Recolectores


Os primeiros povos da Penísula Ibérica chamavam-se povos recolectores. Tinham este nome porque eles dependiam da recolha de alimentos da Natureza.

Estes povos eram nómadas porque quando tinham recolhido tudo o que havia naquela zona ou área mudavam-se para outro sitio onde houvesse alimentos para eles recolherem e condições de vida para lá ficarem.

Estes povos habitavam nos bosques, prados (pradarias), mais propriamente em grutas ou cavernas. Lá ficavam protegidos da chuva, de feras e do frio. Estes povos viviam no Período Paleolítico (Idade da Pedra).

Nas suas "casas" eles pintavam as paredes com cenas da sua vida quotidiana, na maioria das vezes, pintavam a caça. Essas pinturas têm o nome de pinturas rupestres.
Geralmente estas pinturas eram feitas de sangue de animal, sumo da fruta ou gordura animal. Como não havia pinceis, pintavam com os dedos.

Comiam frutos, cogumelos, animais e pouco mais. Os animais estavam adaptados àquele clima muito frio devido às glaciações. As plantas eram rasteiras também devido ao tempo frio. As actividades dos povos recolectores eram caçar, pescar, recolher frutos, fazer armas, fazer pinturas rupestres e pouco mais.

Eles caçavam mamutes, rinocerontes lanudos, renas, bisontes, ursos e tigres-dente-de-sabre.
Para afugentar as feras, eles utilizavam o fogo que usavam para se aquecer, se iluminarem e assarem as suas refeições.

Para o seu vestuário utilizavam as peles dos animais que caçavam.

Os seus instrumentos em pedra eram muito rudimentares, ainda não tinham grandes técnicas para conseguir o que queriam e ainda não tinham a fala desenvolvida.

Também não sabiam escrever nem ler e não tinham conhecimentos nenhuns do mundo que os rodeava.

Estes povos eram muitíssimo mais espertos do que os outros seres que viviam na mesma época que eles, sendo eles os reis da Penísula Ibérica naquele tempo.


FIM

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Museu de História Natural

Dia 30 de Dezembro fui ao Museu de História Natural, em Lisboa.



Vi muitas coisas na exposição "Evolução da Terra". Esta exposição explicava muito bem a formação da terra e como ela evoluiu até aos dias de hoje.

A exposição é fantástica. Contava extraordinariamente como é que a Terra evoluiu. Explica os acontecimentos e os factos com videos, computadores interactivos, coisas para ler e coisas para tocar.


Nós (eu, o meu irmão e o meu pai) vimos num placar a formação do Big Bang que libertou muitas partículas, numa enorme explosão que criou todo o Universo.

Depois vimos como se formaram as galáxias, seguidas pelas suas estrelas e mais tarde pelos planetas e satélites naturais.

O Sol formou-se com muita poeira, meteoros e outras coisas que andavam à deriva no espaço
e que se foram juntando até se tornarem numa estrela colossal [para a nossa galáxia, porque há outras estrelas com a mesma função que o Sol que são muito maires, tais como Rigel (80 diâmetros solares), Deneb (140 diâmetros solares) e Bételgeuse (800 diâmetros solares)].

Depois vimos a formação dos planetas, incluindo a Terra. Esta começou a compor-se à sensivelmente 4,5 biliões de anos. A Terra estava sobre uma espessa camada de lava e magma que cobria a Terra inteira.

Esperou-se mais ou menos meio bilião de anos para a Terra começar a arrefecer e a lava se transformar em magma.

Depois os meteoros continuaram a embater na Terra, e, pelo que alguns cientistas dizem, foram eles que trouxeram para a Terra água dentro do seu conteúdo molecular. Depois, quando já havia água no nosso planeta, ela evaporou para o céu e começou a chover torrencialmente durante milhares de anos.

Passados milhões de anos a terra estava coberta totalmente de água, ainda que existissem pequens ilhas vulcânicas que tinham sobrevivido ao dilúvio.

Depois começaram-se a formar as placas tectónicas que, ao formarem-se, chocaram umas com as outras que fizeram o primeiro Super Continente. Esse Super Continente chamava-se Rodinia.

Era um continente muito reduzido. Este continente era feito de uma pedra que resultou dos gazes tóxicos libertados para a atmosfera enquanto a lava arrefecia para se transformar em magma. Esta pedra é leve mas incrivelmente resistente. Como é leve, flutua por cima da água e por isso não se afunda.

Já a crosta oceanica tem uma pedra mais concentrada e pesada. Essa pedra chama-se basalto...
continua noutro post.


sábado, 11 de julho de 2009

O Terramoto de 1755


No terramoto de 1755 houve muitos mortos e feridos. Muita gente pensa que só foi um terramoto, mas, na verdade, foram 3 terramotos, e com isso a costa lisboeta ficou agitada e houve 3 marmotos a acompanhar a destruição de Lisboa.






A história foi assim :

Era o dia 1 de Novembro de 1755... o dia começava bem. Era uma manhã extraordinária, quando, às 9:45 horas houve a coisa que menos se esperava: um terramoto, o maior de Lisboa, de Portugal e da Europa. Em primeiro, ouviu-se um estrondo vindo do chão, e, pouco depois, a terra começou a abanar... a abanar muito. O terramoto foi tão forte que destruiu muitas casas e tirou muitas vidas. As pessoas, apavoradas, pensaram que este fenómeno era castigo de Deus, e outras, com tanto medo, nem deviam ter calma para pensar nisso.

Este terramoto foi de grau 8,75 na escala de Mercalli: houve um pai que, para agradecer a nossa senhora, por lhe ter salvo a filha de 3 anos, fez um lindo quadro. Existem outros lindos quadros que descrevem quão mau foi o terramoto.Este terramoto foi tão grande, tão grande que se sentiu no norte de África, na Escócia e em Espanha. Mas só fez grande destruição no Algarve e em Lisboa. Estes foram os sítios mais afectados.


Muitos fugiram para o campo para que nada lhes caísse em cima, outros foram para o rio e houve ainda quem se aventurasse a ir para o mar. Mas isso foi má ideia porque houve maremotos. Todos os que se puderam refugiar, deixaram os pertences (dinheiro, roupa, jóias, etc.) para trás. Como as prisões também se derrubaram parcialmente, os ladrões puderam fugir e, sem medo do que lhes podia acontecer, foram roubar os pertences que as pessoas tinhas deixado. Outros ladrões partiram as paredes da prisão para ir roubar.
A seguir ouviu-se um estrondo ainda maior e a terra começou de novo a abanar. Era outro terramoto que vinha acompanhado por mais um maremoto.


Estes dois terramotos duraram mais ou menos 3 minutos. Pensa-se que este segundo terramoto foi mais violento que o primeiro.

Enquanto isso, o rei apercebeu-se do que se estava a passar e, de Belém, também fugiu para o campo. Este rei era D. José I (o único rei da História de Portugal chamado José). Ele era da Dinastia de Bragança.

Mas os terramotos e os maremotos não acabavam e, ainda houve um 3º tremor de terra. Este foi o menos intenso dos 3.

Como as pessoas tinham deixado a família e os seus pertences, não tinham tempo para pensar na higiéne, e, com isso, todos apanharam piolhos. Não tomavam banho nem mudavam de roupa.

Muitos construiram barracas (as barracas eram uma espécie de tendas) com os destroços e outros objectos que encontravam no chão (pedras, paus, lençóis, cobertores, etc.) e dormiam lá dentro. Outros dormiam nas carroças que tinham sobrevivido ao terramoto. Eles comiam os animais do campo: vacas, ovelhas, cabras, etc.

Como naquela altura não havia meios de comunicação, as famílias não se conseguiam juntar e andavam à procura uns dos outros, porque cada um tinha corrido para seu lado. Sem meios de comunicação, ninguém conseguia pedir ajuda.


Quando as pessoas voltaram à cidade de Lisboa, não queriam acreditar no que estavam a ver: uma enorma chama estava a "comer" todas as casas e tudo estava a arder em Lisboa.

Esta tragédia aconteceu porque naquela altura não havia lampâdas nem fogões; estes eram substituidas/os pelas velas e pelas lareiras, e, como tal, também não tiveram calma para as apagar na hora de fugir.




Depois dos 3 terramotos a terra ainda estava a abanar, mas muito fraquinho. Às vezes, mais tarde, os ladrões punham uma corda à volta das casas e abanavam de forma a que as pessoas pensassem que era um terramoto e fugissem. Aproveitavam-se do medo das pessoas.

Que grande técnica!!


Quando esta "maldição" acabou, o rei, que sobreviveu ao terramoto, chamou Sebastião José de Carvalho e Melo para reconstruir a cidade lisboeta. Este senhor é mais conhecido por Marquês de Pombal. Como não conseguia recosntruir a cidade de lisboa sozinho, Marquês de Pombal chamou para o ajudar Eugénio dos Santos e Carlos Mardel.


Para construir, foram à cidade de Lisboa e repararam que as casas que foram construidas em estilo "gaiola" não se derrubaram. Então, começaram por retirar todas as ruínas e destroços. Depois construiram as ruas direitinhas (naquele tempo as ruas eram às curvas) e mais largas. De seguida, trataram de construir as casas em estilo "gaiola". Não faziam as casas com mais de 3 pisos porque se houvesse um tremor de terra, elas não caíam tão facilmente. E ainda tiveram paciência para pensar nos incêndios. Por isso, fizeram uma parede (era uma espécie de divisão) que não deixava pegar fogo. Por exemplo: se uma casa se incendiasse, não pegava fogo à casa que se encontrava ao seu lado. Esta espécie de divisão chama-se parede "corta-fogo" ou "guarda-fogo". Eles tiveram tantas precauções porque não queriam que esta tragédia voltasse a acontecer.


O senhor Sebastião José de Carvalho e Melo recebeu do rei o titulo nobiliárquico de Marques de Pombal, como agradecimento pelo seu trabalho de reconstrução da cidade. O Marquês de Pombal tem uma estátua na Avenida da Liberdade, mais precisamente na rotunda Marquês de Pombal. Essa estátua é muto alta e está virada para a baixa pombalina para ver o que ele mandou construir.

O rei D. José I só morreu 20 e tal anos depois do terramoto de 1 de Novembro de 1755. Agora, as casas que foram construidas em estilo "gaiola" durante o seu reinado e sob o governo de Marques de Pombal também se podem chamar "casas pombalinas", devido ao papel que Marquês de Pombal desempenhou na reconstrução da Lisboa sinistrada, para melhor dizer na baixa pombalina (baixa de Lisboa).

Depois da grande reconstrução que o Marquês de Pombal fez de Lisboa, tudo ficou melhor: mais bonito, mais seguro... só algumas partes que resistiram ao terramoto é que não foram reconstruídas e ficaram à maneira antiga. Ele reconstruiu as seguintes praças e avenidas: Praça do Comércio (que antes era o Terreiro do Paço), a Avenida da Liberdade, Rua do Ouro, Rua da Prata, Rossio, Praça dos Restauradores, Rua do Alecrim, Praça da Figueira, Rua da Madalena, etc.

Antes de se chamar praça do Comércio camava-se Terreiro do Paço porque o Paço era a casa do rei e o Terreiro é porque o chão era de terra.

O Marquês de Pombal foi, sem dúvida, uma das pessoas portuguesas que mais se destacou na História de Portugal!


O terramoto de 1755 foi mesmo muito violento!!!

FIM